Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

JRA, por um RIR mais ecológico

 

No dia vinte e nove de Maio, foi a vez do segundo grupo dos JRA começar um longo, mas produtivo trabalho.

 

Em pleno recinto do Rock in Rio (RIR), foram feitas perguntas cujas respostas reflectiram a forma como os espectadores e a produção pensam e agem em relação à problemática ambiental que assola não só a sociedade, mas também o mundo de hoje.

 

A entrada dos Jovens Repórteres para o Ambiente no recinto do RIR foi tímida. No início, a recolha de informação foi complicada, mas a boa disposição das pessoas, o bom clima que se sentia e a euforia que pairava no ar, facilitaram em grande parte o processo.

 

A primeira impressão que importa salientar, ainda antes do levantamento das opiniões proferidas pelo público, é a colossal dimensão, a limpeza e a preocupação ambiental que o recinto do RIR encerra.

 

Tendo este dia como cabeça de cartaz Miley Cyrus, o público era maioritariamente infanto-juvenil e esta era a sua primeira vinda ao festival, não podendo aferir a evolução ecológica deste evento.

 

 

A primeira pessoa a responder ao questionário foi uma simpática senhora, de nome Rosa Campos, que deu uma opinião muito concreta sobre as preocupações ambientais do RIR. Já tendo participado em edições anteriores, referiu que as alterações de foro ambiental foram pouco perceptíveis. Considerou que as pessoas continuam a não ter responsabilidade e cuidado para com o mundo que as rodeia, e defendendo que o festival devia ter mais espaços verdes e espaços com sombra.

 

Das entrevistas que se seguiram, constatou-se que muitos dos presentes se deslocaram ao RIR somente pela música e não pelo lado ambiental, colocando assim em causa a eficácia da divulgação da mensagem ecológica do RIR.

 

Contudo, é de salientar os inúmeros voluntários e locais de deposição de lixo que garantiram a limpeza do local mesmo após os concertos.

 

Todas estas acções resultam de uma organização competente e disciplinada. Questionou-se também elementos da produção do evento relativamente às preocupações ambientais do RIR. Ficou-se a saber que todo o CO2 libertado para a atmosfera é compensado pela plantação de árvores, que mais de 50% da população que se dirigiu ao RIR usou transportes públicos e que grande parte da energia envolvida nos concertos é renovável. 

Tudo o que foi referido permite concluir que não só os músicos como todos os envolvidos possuem uma consciência ambiental que torna este projecto único e vanguardista em relação à mensagem que se pretende transmitir.

 

Mexe-te, acorda, contribui para esta causa pois não somos só nós os prejudicados. Filhos, netos e bisnetos serão também danificados pelas nossas acções negligentes.

 

Nós podemos construir um novo amanhã, hoje.

 

Por Miguel Rosa, Andreia Tavares, Rute Azevedo (Grupo D)

publicado por jra às 20:46
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